Partindo do pressuposto que a Economia tem como base
o estudos dos uso dos recursos escassos, podemos entender que todos os recursos
mesmo que abundantes são limitados, seja a nível local, nacional ou global,
então a essa ciência propõe três perguntas que auxiliam nesse processo de
compreensão e administração desses recursos, “ o que produzir, o quanto
produzir e para quem produzir?”.
Cada uma das perguntas feitas no parágrafo anterior são independentes e ao mesmo tempo possuem correlação entre si.
- O que produzir?
A primeira
pergunta, o que produzir, lança uma
pergunta referente não apenas sobre quais produtos devem ser feitos, mas também
qual a necessidade que existe para aquele produto, se os recursos são escassos
a produção de produtos “desnecessários” poderia não apenas gerar prejuízos com
a perda de matéria prima mas também de tempo e gerar uma maior escassez de
recursos naquela região que evidentemente poderia suprir outra necessidade.
Exemplo disso podemos colocar que, um país possui terras limitadas o que
consequentemente limita a sua área agricultável e o que consequentemente reduz
a sua capacidade produtiva, supondo que esse país observando uma grande demanda
do mercado de um determinado produto agrícola e volte dota a sua produção para aquele determinado produto
e por fim haja uma super produção por um lado ele poderia suprir o mercado
externo, porém a demanda por outros produtos dentro do seu território iria
aumentar o que geraria inflação, daí a importância da pergunta “o que
produzir?”.
- O quanto produzir?
A segunda pergunta ligada a questão de o quanto
produzir é a que mais liga-se com a questão da escassez, pois já que os
recursos são altamente escassos a produção infinita é impossível, por isso a
necessidade de definir quantidades de produção, não penas por isso, outro fator
relevante é a quantidade de consumidores, altas demandas geram preços elevados,
porém o cenário inverso, a grande presença de certos produtos no mercado
poderia gerar uma sub valorização do produto, o que acabaria por fazer com que
o não apenas os preços, mas a “importância” dos produtos diminuíssem. Exemplo
disso seria a existência de um número de Iphones no mercado, grande parte do
valor desse produto não está ligado à sua fabricação, mas sim ao status que o
produto promove para seus usuários, outro exemplo são marcas que valem mais do
que seus próprios produtos, exemplo disso a empresa Coca Cola, o valor de sua
marca, chega a ser estratosférico se comparado ao valor real dos ativos da
empresa, mas agora o que isso tem a ver
com o valor dos produtos da empresa? A alta presença do produto no mercado
superando sua demanda poderia diminuir o status do produto, consequentemente o
valor ligado à marca o que por fim seria uma perda real maior que a mera perda
de valores de seus produtos, já que é vendido por essas empresas não apenas o
produto, mas um estilo de vida, Apple, de dinheiro; Coca Cola, aventura.
Inclusive a promoção desses elementos de forma excessiva pode gerar um efeito
contrário, pois se algo geralmente é muito comum aquilo não se torna mais
objeto de desejo das pessoas, por outro lado, elas passam a evitar, pois a não
ser no quesito de manter segurança ou status as pessoas atualmente possuem a
tendência a se segregarem e a buscarem não o que é comum, mas aquilo que é
diferente.
- Para quem produzir?
O terceiro problema da economia esta ligado de forma
mais direta às necessidades e demandas. Quando nos perguntamos “Para quem
produzir?” de forma direta estamos nos indagando se há um mercado para aquele
determinado produto e se de fato faz sentido e jus a produção de tal produto.
Quando se entende o mercado de forma geral e seus consumidores, se pode definir
melhor qual produto determinado nicho de mercado está possuindo tal demanda e
assim poder produzi-lo para suprir tal necessidade. Em certos casos surgem
produtos para suprirem a demanda de um determinado mercado e por vezes um
produto cria seu próprio mercado assim criando uma necessidade, em qualquer dos
dois casos é preciso o conhecimento de mercado para entender o publico ao qual
aquele determinado produto é destinado, fazer um determinado produto sem
entender o publico ao qual o mesmo é destinado é como que atirar no escuro,
pois ao invés de gerar lucros e atender às necessidades a que ele foi criado
pode acabar por ser um enfeite de prateleira. Podemos citar como exemplo disto
um dos sucessos de fracassos da Apple, o Newton/ MessagePad, tal produto tinha
o objetivo de ser um bloco de notas/ ajudante pessoal que tinha tudo para dar
certo não fosse seu péssimo sistema, lentidão e ineficiência o que acabou por
gerar diversas reclamações por parte dos seus usuários e o fim de linha desse produto,
que acabou por ser conhecido como um dos maiores fracassos da Apple de todos os
tempos, tudo por falta de entender o público e incapacidade de atender às suas
necessidades.
Por fim devemos entender que mesmo que seja três
perguntas as mesmas relacionam entre si, pois a partir do momento que
perguntamos o que deve ser produzido devemos entender que não há recursos
ilimitados, que nos leva a segunda pergunta, o quanto produzir e o que nos leva
a questão da demanda já que a quantidade de demanda está ligada ao número de
pessoas que irão utilizar tais produtos, nos levando à terceira questão, para
quem produzir.
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